domingo, 6 de novembro de 2011

Em caso de violência no prédio, locatário pode rescindir contrato sem pagar multa

DE SÃO PAULO
A partir desta sexta-feira, responderemos as suas dúvidas sobre locação e compra de imóveis. Nesta semana, a pergunta é de Bruno Borela, morador da Santa Cecília (zona central de São Paulo).
"Moro há mais ou menos dez meses em um prédio de nove andares. Não há porteiro, nem câmeras internas ou externas. Os moradores possuem a chave do portão externo e da porta que dá acesso ao hall de entrada. Há duas semanas, o apartamento da minha vizinha foi invadido. Não havia sinais de arrombamento, e levaram apenas itens que podem ser carregados na mão.
A minha vizinha, vítima do roubo, já abandonou o apartamento. Por motivos de segurança, pretendo fazer o mesmo. Ao entrar em contato com a administradora do condomínio, fui informado que, mesmo sob essas condições, a rescisão do contrato acarreta na multa de três aluguéis. Gostaria de saber se é real a possibilidade (a meu ver, justa) de eu cancelar o contrato de locação sem arcar com a multa".
Resposta do advogado Jaques Bushatsky: Seria necessário verificar se a insegurança já era comum antes do início desta locação. Se as coisas já eram assim naquele local, o locatário não foi prejudicado, pois assumiu morar naquelas condições.
Se a situação local piorou, passa a ser relevante a circunstância de neste prédio não existir qualquer equipamento de segurança, segundo o relato.
Por um lado, essa instalação (esta análise é teórica e seria imprescindível conhecer mais dados da história) permitiria preservar o uso e manter a destinação do imóvel durante o período da locação e, somente assim, o locador atenderia suas obrigações legais (art. 22, da Lei 8245/91).
Por outro lado, esses equipamentos de segurança eletrônica são caros e podem ser incompatíveis em alguns prédios, seja por questões física ou econômica. Também são comuns casos em que a maioria dos condôminos não quer instalar esses equipamentos e não adianta um ou outro condômino o desejar. Logo, será difícil culpar o locador pela falta.
Seja como for, se o imóvel passou a ser alvo de bandidos e nada foi ou poderia ter sido providenciado, estará aberta, teoricamente, a possibilidade de o locatário rescindir o contrato, sem culpa sua ou do locador. Ou seja, nenhum deles pagaria a multa. Insisto que outra solução dependeria de prova.
Outro aspecto relevante é a multa pela rescisão (se a culpa fosse do locatário) jamais seria integral (três aluguéis), mas sim, proporcional ao período do contrato que não foi cumprido.
Assim, se o contrato era de 30 meses e se foi cumprido por 10 meses, a multa máxima será de 2/3 ou seja, o equivalente a dois aluguéis.
Jaques Bushatsky é diretor de legislação do inquilinato do Secovi-SP (sindicato de empresas imobiliárias).
Fonte: Folha de São Paulo
14/06/2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

TRIBUNAL DE JUSTIÇA VAI À PROCURADORIA DA REPÚBLICA


A presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargadora Telma Brito, encontrou-se na última sexta-feira com o procurador geral da República, Roberto Gurgel, em Brasília, para entregar ao procurador o projeto de privatização dos cartórios baianos.
Segundo a assessoria do TJ, o objetivo é fazer com que a Procuradoria mova uma ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a proposta de privatização total, depois de sua aprovação na Assembleia Legislativa da Bahia e da sanção do governador Jaques Wagner, em 8 de setembro.
Durante três anos, desde que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou a privatização dos cartórios, em outubro de 2008, o assunto foi motivo de polêmica em discussões envolvendo o TJ, servidores públicos e Assembleia.
No dia 30 de agosto, os deputados finalmente aprovaram o Projeto de Lei que transfere imediatamente todos os 1.549 cartórios extrajudiciais para o controle da iniciativa privada, com opção para os titulares de se tornarem donos das unidades ou de serem lotados em outra repartição judiciária.
Porém, dois dias depois da votação, a corregedora do próprio CNJ, ministra Eliana Calmon, declarou ser inconstitucional privatizar todos os cartórios de uma só vez pois, por lei, servidores que fizeram concurso para um cargo não podem trocar de cadeira sem concurso público. “Há pontos que a tornam inconstitucional”, disse ela. Para a ministra, o correto seria privatizar apenas os 614 cartórios com titularidades vagas. Os demais seriam privatizados gradualmente.
Em meio à polêmica, a opção sobre a forma de privatização foi desmembrada em artigo à parte, justamente para que, caso haja impugnação, apenas esse artigo seja impugnado e não toda a lei, o que atrasaria mais o processo de privatização.
“As declarações de Telma Brito e Eliana Calmon são opiniões pessoais. Esse é o projeto mais viável, inclusive do ponto de vista econômico. Com a privatização, uma parte da arrecadação continuaria indo para o TJ”, diz. Enquanto a ação não chega ao STF, o TJ garante que cumprirá a lei, que determina a abertura de concurso para todos os cartórios.
Fonte: Correio da Bahia

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

CINQUENTA COMARCAS SÃO DESATIVADAS


CINQUENTA COMARCAS SÃO DESATIVADAS NA BAHIA PARA REDUÇÃO DE CUSTOS

Decisão foi tomada pela necessidade de redução de custos e pela " total impossibilidade de manter em funcionamento as 277 comarcas instaladas"

Escrito por Correio da Bahia  

Em sessão realizada na manhã desta quarta-feira (BA), os desembargadores do Tribunal de Justiça aprovaram, por maioria, a desativação de 50 comarcas na Bahia. Segundo informações da assessoria do TJ, a decisão foi tomada pela necessidade de redução de custos e pela " total impossibilidade de manter em funcionamento as 277 comarcas instaladas" no estado.

Ainda de acordo com a decisão, as comarcas desativadas serão agregadas às comarcas de mais fácil acesso, e os processos serão, então, transferidos para um município mais próximo.  Para a decisão foram avaliados aspectos como extensão territorial, número de habitantes, processos distribuídos em 2010, número de processos distribuídos até agosto de 2011, além da arrecadação.          

A desembargadora Telma Laura Silva Britto ainda justificou a decisão como sendo injusto que "alguns juízes estejam assoberbados de trabalho, enquanto outros recebem menos de cem feitos por ano". "Diante desse quadro, não se justifica deixar ativas comarcas de pouco movimento e número reduzido de processos, enquanto processos e mais processos se mantêm paralisados por falta de pessoal", complementou.
Comarcas desativadas     -      Comarcas de destino
Gentio do Ouro                          Xique-Xique
América Dourada                       João Dourado
Barro Preto                               Itabuna
Botuporã                                     Tanque Novo
Gavião                                        Nova Fátima
Ibititá                                          Irecê
Ichu                                            Serrinha
Iramaia                                      Jequié
Jussara                                      São Gabriel
Macururé                                  Chorrochó
Malhada                                  Carinhanha
Morpará                                   Ibotirama
Pindaí                                       Guanambi
Quixabeira                               Capim Grosso
Rio do Antonio                         Caculé
Santa Luzia                             Canavieiras
São Domingos                         Valente
São José do Jacuípe               Capim Grosso
Serrolândia                             Miguel Calmon
Souto Soares                           Iraquara
Uibaí                                        Presidente Dutra
Varzea do Poço                       Miguel Calmon
Acajutiba                                 Aporá
Baianópolis                              Cristópolis
Caldeirão Grande                    Saúde
Canudos                                 Uauá
Glória                                      Paulo Afonso
Ibiquera                                  Ruy Barbosa
Itaeté                                     Andaraí
Itagimirim                               Eunápolis
Itaquara                                 Jaguaquara
Jitaúna                                    Jequié
Maraú                                     Ubaitaba
Marcionílio Souza                      Iaçu
Nilo Peçanha                          Taperoá
Rodelas                                  Abaré
Sátiro Dias                             Nova Soure
Teodoro Sampaio                   Terra Nova
Tremedal                                Belo Campo
Boa Vista do Tupim                 Itaberaba
Capela do Alto Alegre              Nova Fátima
Ibitiara                                   Seabra
Itagi                                       Itagibá
Itamari                                   Gandu
Licínio de Almeida                    Urandi
Nordestina                             Cansanção
Palmeiras                               Seabra
Pé de Serra                            Riachão do Jacuípe
Planalto                                 Poções
Potiraguá                               Itororó

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

TJ FARÁ CONCURSO PARA JUIZ E CARTÓRIOS EXTRAJUDICIAIS


TJ FARÁ CONCURSO PARA JUIZ ESTADUAL E CARTÓRIOS EXTRAJUDICIAIS
SALVADOR - O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) publicará em breve edital para realização de concurso na Magistratura Estadual. A instituição responsável pela aplicação das provas será a Cespe. A previsão é de que sejam preenchidas 99 vagas. Também será realizada seleção para preenchimento de 500 vagas para os Cartórios Extrajudiciais que foram privatizados. Os cargos deverão ser preenchidos exclusivamente por bacharéis de Direito.           

Em agosto último, a OAB-BA impetrou, no Tribunal de Justiça da Bahia, mandado de aegurança exigindo a adoção de providências concretas para abrir concursos públicos, imediatamente, para suprimento total das vagas em aberto nos cargos de Juiz de Direito. Após alguns ofícios cobrando a prestação jurisdicional efetiva, a Ordem decidiu entrar com a medida judicial para pressionar o Pleno do TJBA.
Fonte:  Radar 64 Publicado em 06/10/2011 às 20h27

domingo, 2 de outubro de 2011

Banda larga mais barata


Quem tem banda larga precisa pagar duas empresas, a do acesso (Velox, Embratel...) e também a da autenticação (Oi, Ig...), uma malandragem, desnecessária, que só prejudica o usuário. Mas já existe solução para a segunda, o portal R7, da Rede Record. Ele passou a dar autenticação grátis para os usuários de banda larga Oi e Telefônica. Basta ter uma conta de email do R7. Veja em http://bandalarga.r7.com

Fonte: Uol