segunda-feira, 27 de maio de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
NEGROMONTE JR. REIVINDICA CONCURSOS PARA CARTÓRIOS EXTRAJUDICIAIS
Em oposição às declarações do presidente do Tribunal
de Justiça (TJ-BA), Mário Alberto Hirs, o deputado estadual Mário
Negromonte Júnior (PP) afirma que o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não
ter dado um parecer sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) aberta
contra a lei de privatização dos cartórios baianos não impede que sejam
realizados concursos para os órgãos extrajudiciais do estado. Em entrevista ao
Bahia Notícias, o pepista, que preside a Comissão Extraordinária para
Acompanhar a Privatização das Serventias Extrajudiciais, criticou a
precariedade do atendimento nos tabelionatos e principalmente o fechamento do
Cartório do 2º Ofício de Registro de Imóveis no dia 7 de maio, sem nenhum aviso
prévio a população. Na opinião do parlamentar, só a realização de concursos
resolveria essa situação “caótica”. Negromonte afirma que o ministro do STF
Dias Toffoli e a Corregedoria do Estado negam qualquer vínculo entre a decisão
da Suprema Corte e a demora na realização dos concursos. “Eu estive com o
ministro Toffoli e ele me disse que as duas coisas não possuem nenhuma
relação”, assegurou. Em ofício enviado à Corregedoria no último dia 9, ele
pediu esclarecimentos sobre o assunto. De acordo com o documento emitido pelo
órgão, a apreciação da Adin não afeta de forma alguma a ocorrência das provas,
já que a inconstitucionalidade apontada pela Procuradoria-Geral da República só
diz respeito à migração dos titulares dos cartórios para a iniciativa privada
na condição de delegatários. Apesar de o presidente da Corte ter dito que
tentou realizar os concursos, a única empresa que aceitou a incumbência, o
Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe),
voltou atrás na decisão porque não teria estrutura para aplicar provas para 40
mil pessoas. Negromonte afirma que achou “estranho” o argumento da instituição.
“A Cespe fez um concurso para 45 mil inscritos no mês passado aqui em Salvador,
como é que não pode fazer com 40 mil para o TJ-BA?”, questionou, ao se referir
ao concurso da Polícia Civil cujas provas foram elaboradas pela empresa e
contou com 45,5 mil inscrições. Ele tentará se reunir na próxima com a Cespe e
o TJ-BA para discutir o problema.
Fonte Bahia
Noticia por
Niassa Jamena
sábado, 4 de maio de 2013
PREÇO DE IMÓVEL NOVO RECUA
Preço de imóvel novo recua pela 1.ª vez em quatro anos
Pela primeira vez em quatro anos, houve uma freada
generalizada nos preços dos imóveis residenciais novos colocados à venda na
cidade de São Paulo. No primeiro trimestre, o valor do metro quadrado dos
lançamentos com um e dois dormitórios, os imóveis mais procurados, caiu 7,8% em
relação a dezembro de 2012, revela pesquisa da Empresa Brasileira de Estudos de
Patrimônio (Embraesp).
Isso significa que o metro quadrado de área útil de
um imóvel de dois dormitórios, cotado em média a R$ 6,4 mil em dezembro, tinha
recuado para R$ 5,9 mil em março. Nos imóveis de três e quatro quartos, a
retração no primeiro trimestre foi de 5% e de 1%, respectivamente. "Provavelmente,
a queda de preço reflete a dificuldade de venda, a falta de liquidez", diz
Luiz Paulo Pompéia, diretor da Embraesp.
Promoções. O que se viu desde o fim de 2012 foi uma
enxurrada de promoções inusitadas no mercado para impulsionar vendas e enxugar
estoques. Em meados de março, a Cyrela, por exemplo, anunciou a venda de
apartamentos de dois e três dormitórios em Santos (SP), com preço de 2010.
"Foi a primeira vez que isso ocorreu", diz Carlos Valadão, presidente
da Eugênio Marketing Imobiliário.
A Cyrela diz que conseguiu fazer essa oferta porque
se baseou no preço do terreno comprado naquele ano.
No mês passado, a Even cortou os preços de imóveis
residenciais e comerciais, numa promoção, prorrogada até hoje, com descontos de
até 30%.
Já a construtora Trisul, além de reduzir preços em
até 25% de 800 imóveis desde 1.º de março, decidiu pagar as despesas com
escritura e a mudança dos compradores. Segundo o diretor Ricardo Stella, não há
desaceleração nas vendas. O que ocorreu foi um acúmulo pequeno de estoques
provocado pelo aumento da oferta e pelo cancelamento de negócios. É que houve
comprador que não conseguiu assumir o financiamento.
Ciclo. Após a explosão de preços e do boom de lançamentos
em 2010 e 2011, Pompéia acredita que o mercado imobiliário esteja iniciando um
ciclo de baixa. Segundo ele, as empresas calcularam mal o tamanho da procura e
a participação dos investidores. Nos últimos tempos, parte importante das
vendas foi para investidores. Agora, uma parcela desses compradores está pondo
à venda os imóveis para reaver o dinheiro. Isso pressiona ainda mais os preços.
"Primeiro, houve uma redução da produção, que
vimos em 2012. Agora, as empresas começam a baixar os preços, que estão
voltando para um patamar mais real", diz Pompéia. Para este ano, ele
projeta queda de 10% no valor do metro quadrado. "Se considerarmos a
inflação, a perda real com imóveis novos deve ficar entre 3% e 4%."
Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, que
reúne as empresas do setor imobiliário, é enfático: "O mercado vai indo
muito bem, obrigado". Segundo ele, não há redução de preços e o mercado
imobiliário está "bastante" ajustado.
Os dados, porém, trazem incertezas. Pesquisa do
próprio Secovi aponta que, no primeiro bimestre, o último dado disponível, o
número de unidades vendidas na capital paulista caiu 12,7% em relação a igual
período de 2012 e o total de lançamentos cresceu 16,8%. Petrucci diz que houve
neste ano uma migração de vendas de fevereiro para março. Ele acredita que o
desempenho do trimestre será melhor do que o do bimestre.
Fonte Jornal Estadão Márcia De
Chiara
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
QUEDA NO PREÇO DOS IMÓVEIS EM SÃO PAULO
Quem
pretende comprar um imóvel novo na cidade de São Paulo e anda assustado com a
alta nos preços deverá ter um alívio em 2013, segundo profissionais do setor
imobiliário.
A aposta
de boa parte do mercado é que o valor do metro quadrado cresça de 5% a 10% em
relação a 2012. Se a previsão se confirmar, será mais um capítulo na
desaceleração dos preços. E já há quem fale em queda.
|
Lançamentos
ficaram 10,5% mais caros em 2012
|
Após a
elevação de 33,5% em 2010, os reajustes vêm perdendo força. Cresceram 26,3% em
2011 e fecharam 2012 com alta de 10,5%, segundo dados preliminares da Embraesp
(Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio).
O número
de lançamentos diminuiu 27% no ano passado. Foram 27.835 unidades novas, ante
as cerca de 38 mil em 2010 e em 2011.
PIB
fraco, dificuldade de aprovação de projetos na prefeitura e
"arrumação" diante de um mercado com excesso de lançamentos em anos
anteriores são algumas razões apresentadas por incorporadoras e entidades do
mercado imobiliário para explicar os números de 2012.
Celso
Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP (sindicato das empresas do setor),
ressalta que, após um grande número de unidades vendidas e lançadas em 2010, as
incorporadoras se prepararam para um desempenho parecido em 2011. Como as
vendas diminuíram na ocasião, o estoque cresceu, o que, segundo Petrucci, levou
as empresas a lançar menos unidades em 2012 como forma de ajustar a oferta à
demanda.
MAIS
BARATO
Luiz Paulo Pompéia, presidente da Embraesp, diz que em 2013 o setor terá comportamento semelhante ao do ano passado, exceto pelos preços. Para ele, na contramão do que prevê o mercado, haverá redução de 5% a 10% no valor do metro quadrado, com retomada de alta dos preços no ano que vem.
Luiz Paulo Pompéia, presidente da Embraesp, diz que em 2013 o setor terá comportamento semelhante ao do ano passado, exceto pelos preços. Para ele, na contramão do que prevê o mercado, haverá redução de 5% a 10% no valor do metro quadrado, com retomada de alta dos preços no ano que vem.
O
Secovi-SP projeta expansão de 5% nas vendas e de 10% nos lançamentos. "Nos
preços deve haver crescimento de 5% a 10%, acompanhando os custos de insumos e
de mão de obra", diz Celso Petrucci, economista-chefe do sindicato.
Eliane
Monetti, professora e pesquisadora do núcleo de "real estate" da Poli,
vai na mesma linha e prevê que os preços sigam os custos de construção civil.
Em 2012, o CUB (Custo Unitário Básico) da construção civil paulista subiu
7,29%.
Mirella
Parpinelle, diretora de atendimento da imobiliária Lopes, afirma que o mercado
estará aquecido na cidade. O motivo, segundo ela, é que a demanda por moradia
continua alta e que o investidor privilegia a compra de imóveis em razão do
menor rendimento de aplicações financeiras (com juros da Selic em 7,25%, seu
menor patamar histórico).
Fonte
Folha de SÃO PAULO
DANIEL
VASQUES
Assinar:
Postagens (Atom)